Perspectivas para semana, de 13 à 17 de Junho

Aprovação da PEC dos gastos públicos

Nessa semana, Michel Temer irá pessoalmente ao Senado Federal para entregar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o teto dos gastos públicos. Irá junto com o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e entregará o pedido ao Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Essa proposta é aguardada pelos agentes econômicos com muita apreensão. Se por um lado, limitar o gasto governamental a um aumento sempre abaixo da inflação, é algo positivo. Do outro, ter que discutir com a sociedade qual gasto terá que ser cortado ou remanejado – como, por exemplo, educação e saúde –  pode barrar a aprovação, ou ainda, os senadores alterarem a essência do projeto. O Ministro Henrique Meirelles passará o final de semana em negociações se entrará ou não no projeto uma cláusula para manter intactos os gastos referentes a saúde, educação e social.

Indicadores econômicos

Do lado de indicadores econômicos, a semana guarda muitas emoções para o mercado. De início, na madrugada de domingo para segunda, a China divulga seu indicador de produção industrial anual. A projeção está em um crescimento de 5,9%. Esse dado pode ser um antecedente se a China está fazendo um pouso suave ou forçado na mudança estrutural de seu mercado.

Do lado brasileiro, não há muitos dados domésticos relevantes. As vendas do varejo de abril serão divulgadas na terça-feira, às 09h00. Com estimativa de -5,7%. Fluxo cambial estrangeiro sai na quarta 15, às 12h30.

Janet Yellen, presidente do Federal Reserve (BC americano).

Janet Yellen, presidente do Federal Reserve (BC americano).

Nos EUA a agenda segue forte. Vendas no varejo mensal saem na segunda 13, 09h30. Projeção de 0,4% de crescimento. Sai na quarta 15, o IPP (Índice de Preços ao Produtor), com estimativa de +0,3% e estoques de petróleo às 11h30. Esses dados são importantes para a projeção da elevação das taxas de juros pelo BC americano. Essa medida influencia todas as taxas de câmbio mundiais. Para fechar, na quarta também saem as projeções do BC americano, a taxa de juros americano – sendo projetadas em 0,50% – e o discurso da Presidente do FED, Janet Yellen. Todo o mercado estará de olho e influenciará bastante as cotações dos ativos de risco brasileiros. A agenda americana fecha a sexta com os dados de licenças para construção saindo às 9h30.

Na Europa a agenda segue forte com a divulgação do IPC (índice de preços ao consumidor), sendo divulgada na quinta-feira 16, às 6h da manhã.  Esse dado irá mostrar se as políticas não convencionais com juros negativos em alguns países, está surtindo efeito para convergir a inflação à meta de 2%.

Lembrando que, novos desdobramentos da Lava-Jato e medidas do governo interino de Michel Temer, seguem sempre no radar e podem mexer bastante com os ativos de risco, principalmente bolsa e dólar.